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sábado, janeiro 06, 2007

Finalmente o Inverno chegou...

Estação mais fria
Que tudo faz gelar
É este o inverno
Que acabou de chegar
Nuns sítios cai neve
Noutros neve não há
Mas pelo frio sabemos
Que o inverno já cá está!

História: “A formiga trabalhadora”

Narrador: Certa manhã, o céu ficou coberto de nuvens e delas começaram a cair umas bolinhas brancas, era neve!

As montanhas ficaram brancas, estava tanto frio que nem se podia andar na rua.

O vento corria que nem um louco, vergando as árvores nuas, já não tinham as folhinhas para as proteger do frio!

A formiguinha trabalhadora, como habitual, foi buscar uma semente para o seu celeiro de Inverno, mas hoje foi apanhada pelo nevão e o seu pezinho ficou preso na neve. Muito aflita ela pediu á neve:

Formiga: Ó neve, tu és tão forte que o meu pé prende!

Neve: Mais forte que eu é o sol que me derrete!

Narrador: Respondeu a neve!
- Disse a formiga, virando-se para o sol:

Formiga: Óh sol, tu és tão forte que derretes a neve, que o meu pé prende!

Sol: Mais forte do que eu é a nuvem que me tapa!

Narrador: Respondeu o sol.

Formiga: Óh nuvem, tu és tão forte que tapas o sol, que derrete a neve, que o meu pé prende!

Nuvem: Mais forte que eu é o vento eu me empurra!

Formiga: Óh vento, tu és tão forte que empurras a nuvem, que tapa o sol, que derrete a neve, que o meu pé prende!

Vento: Mais forte que eu é a parede que não me deixa passar!

Formiga: Óh parede, tu és tão forte que não deixas passar o vento, que empurra a nuvem, que tapa o sol, que derrete a neve, que o meu pé prende!

Parede: Mais forte do que eu é o rato que me fura!

Formiga: Óh rato, tu és tão forte que furas a parede, que não deixa passar o vento, que empurra a nuvem que tapa o sol, que derrete a neve, que o meu pé prende!

Rato: Mais forte que eu é o gato que me come!

Formiga: Óh gato, tu és tão forte que comes o rato, que fura a parede, que não deixa passar o vento, que empurra a nuvem, que tapa o sol, que derrete a neve, que o meu pé prende!

Gato: Mais forte que eu é a mulher que me trata!

Formiga: Óh mulher, tu és tão forte, que tratas do gato, que come o rato, que fura a parede, que não deixa passar o vento, que empurra a nuvem, que tapa o sol, que derrete a neve que o meu pé prende!

Narrador: Então a mulher retirou cuidadosamente a patinha da formiga da neve e, assim ela pôde ir para casa!

“O Boneco de Neve”

Chapéu de palha
Nariz de cenoura
Olhos de azeitona
Braços de vassoura

A cabeça é uma bola
Branca e leve
No meio da praça

Parece uma estátua
O boneco de neve.

Inverno























Inverno













quinta-feira, outubro 26, 2006

Poema “O Boneco de Neve”

Chapéu de palha
Nariz de cenoura
Olhos de azeitona
Braços de vassoura

A cabeça é uma bola
Branca e leve
No meio da praça

Parece uma estátua
O boneco de neve.

quinta-feira, outubro 19, 2006

SENHOR INVERNO

Hoje eu vou contar
Que alguém nos visitará
E muito frio nos trará.
Sabem dizer quem será?

É o Inverno sim senhor,
Tem uma cara de bola
Todo vestido de Branco
Traz um gorro na tola.

Usa luvas coloridas
E umas botas de cordões,
Traz umas calças de lã
E um casacão com botões

Vem com as algibeiras cheias
De neve, e muito frio,
Que reparte pelos campos,
Pelas cidades e pelos rios.

Chove, chove, ping, ping

Chove, chove,
Ping... Ping...
Chove chuva sem parar.
Chove, chove,
Ping... Ping...
E o menino sem brincar.
Chove, chove,
Ping... Ping...
Correm os rios para o mar.
Chove, chove,
Ping... Ping...
Estão os barcos a navegar.
Chove, chove,
Ping... Ping...
Andam chapéus pelo ar.
Chove, chove,
Ping... Ping...
Gosto de estar a olhar
A chuva a cair,
O vento a soprar,
E eu aqui sozinho
Sem poder brincar.
Carlos Filipe (8 anos)

quarta-feira, outubro 18, 2006

É INVERNO

Bate, bate levemente
Como quem chama por mim
Será chuva, será gente
Chuva não é certamente
Porque a chuva não bate assim.

Fevereiro matou a mãe no soalheiro.

Os dias de Janeiro
Aumenta uma hora por inteiro
Se bem cantar
Hora e meia, lhe há-de-encontrar

Casacos, cachecóis e gorros
São um inferno
Mas nesta altura do ano
É o melhor para o Inverno.

O Inverno é frio a valer
Pois faça sol ou chuva
Temos que nos aquecer.

Janeiro, frio ou temperado, não deixa de ir enroupado.

Calças brancas, em Janeiro, é sinal que falta dinheiro.

No Inverno a Natureza
Parece que adormeceu
Os sons são de vento, chuva,
Granizo a cair do céu.

A neve cai levemente
Não se ouve ao cair
É assim que a natureza
Nos ensina a distinguir…

O barulho e o ruído
Diferem do que é som
E de sons que se faz música
Os outros são confusão.

Velho

Velho, velho, velho, chegou o Inverno
Velho, velho, velho, chegou o Inverno


Vem de sobretudo
Vem de cachecol
O chão onde passa
Parece um lençol


Com medo do frio
Encosta-se a nós
Bebe café quente
Senão perde a voz

Esqueceu as luvas
Perto do fogão
Quando as procurou
Roubara-as o cão

TEATRO - A formiga e a neve

Certo dia, a formiguinha trabalhadora, quando ia buscar uma semente para o seu celeiro de Inverno, foi apanhada por um nevão e o seu pezinho ficou preso na neve. Muito aflita, ela pediu à neve:

- Ó neve, tu és tão forte que o meu pé prendes!

- Mais forte do que eu é o Sol que me derrete! - respondeu a neve.

Disse a formiga, virando-se para o Sol:

- Ó Sol, tu és tão forte que derretes a neve, que o meu pé prende!

- Mais forte do que eu é a nuvem que me tapa! - respondeu o Sol.

- Ó nuvem, tu és tão forte que tapas o Sol, que derrete a neve que o meu pé prende!

- Mais forte do que eu é o vento que me empurra!

- Ó vento, tu és tão forte que empurras a nuvem, que tapa o Sol, que derrete a neve que o meu pé prende!

- Mais forte do que eu é a parede que não me deixa passar!

- Ó parede, tu és tão forte que não deixas passar o vento, que empurra a nuvem, que tapa o Sol, que derrete a neve que o meu pé prende!

- Mais forte do que eu é o rato que me fura!

- Ó rato, tu és tão forte que furas a parede, que não deixa passar o vento, que empurra a nuvem, que tapa o Sol, que derrete a neve que o meu pé prende!

- Mais forte do que eu é o gato que me come!

- Ó gato, tu és tão forte que comes o rato, que fura a parede, que não deixa passar o vento, que empurra a nuvem, que tapa o Sol, que derrete a neve que o meu pé prende!

- Mais forte do que eu é a mulher que me trata.

- Ó mulher, tu és tão forte que tratas do gato, que come o rato, que fura a parede, que não deixa passar o vento, que empurra a nuvem, que tapa o Sol, que derrete a neve que o meu pé prende!
Então a mulher retirou cuidadosamente a patinha da formiga da neve e, assim, ela pôde ir para casa.

Canção da Chuva

Bate a chuva, tic...tic...
Nas vidraças da janela.
Canta a chuva, tic...tic...
Que linda canção aquela!

Tic...tic...tic...tic...
Que linda canção aquela
De meninas ao despique:
- Qual de nós será mais bela?

Meninas a fazer meia
Com as nuvens de novelo,
Nenhuma delas é feia!

Tic...tic...tic...tic...
Tenho um medo que me pelo,
Que alguma delas me pique.

António de Sousa, in Boletim Cultural

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